Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 04/11/2025
Na animação americana “Wall-E”, é retratado um futuro distópico onde, em decorrência dos altos níveis de poluição da terra e em oposição à preservação e restauração ecoógica do meio-ambiente, a humanidade escolhe se isolar no espaço sideral. Tal solução é inviável para lidar com os diversos desafios ambientais encontrados no Brasil, em especial, nos ecossistemas marinhos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que podem dificultar a conservação da vida marinha, além de estratégias para efetuar um uso sustentável dos oceanos.
Em primeiro lugar, deve-se destacar o grande impacto causado pelo homem na vida marinha. Desde a primeira revolução industrial, ocorrida no século XVIII, os oceanos são fortemente impactados ao absorver o excedente de dióxido de carbono produzido pela indústria. Como consequência, a acidez do oceano aumenta e seu PH diminui, promovendo um desequilíbrio no ecossistema e levando à morte diversos seres vivos, como as cianobactérias, responsáveis pela produção de mais de 70% do oxigênio que respiramos.
Em segundo lugar, o desequilíbrio do ecossistema de mares e oceanos não se limita a produção industrial mas, também, é intensificado pela pesca predatória e a intrudução de espécies invasoras. De acordo com dados expostos pela “plataforma 2030”, quase metade dos oceanos do planeta sào diretamente atingidos por esses fatores. A pesca predatória retira do ecossistema uma quantidade de indivíduos superior à sua capacidade reprodutiva e aliada à intrudução de espécies invasoras que não possuem predadores nativos, a população local de peixes e outros animais não conseguem se sustentar. O resultado dessa combinação é a extinção da fauna e flora nativa.
Portanto, cabe ao Estado, por meio de parcerias com orgãos internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), estabelecer regulamentações para combater a pesca predatória, a introdução de espécies invasoras e emissão exacerbada de dióxido de carbono, a fim de viabilizar uma relação sustentável do homem com o ecossistema marinho. Ademais, o Estado deve realizar palestras e projetos escolares para conscientizar crianças e adolescentes, visando promover soluções realistas e sustentáveis, diferentemente de “Wall-E”.