Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 03/11/2025
O documentário “Oceanos de Plástico” aborda uma sociedade marcada pelo consumo exacerbado de objetos e o impacto do despejo deles nos pélagos. Ademais, junto ao consumismo, a negligência estatal, no que tange à má regulamentação da conservação marinha, atua como outro desafio para a preservação da vida marinha e para o uso sustentável dos oceanos.
A princípio, denuncia-se o consumo como um dos empecilhos para a proteção dos mares. Sobre isso, o filósofo Zygmunt Bauman descreve um modelo social, em que as relações humanas são definidas pela aquisição de bens, tornando-se uma “sociedade do consumo”. Consoante ao pensamento de Bauman, a estrutura vigente, ao visar a contínua obtenção de bens materiais como forma de status, reflete esse modelo social consumista, demonstrando-se prejudicial ao mar, visto que o demasiado consumo tem como efeito o aumento do despejo de produtos nos ambientes aquáticos. Como consequência desse descarte, a vida marinha fica sujeita à poluição, causando a eutrofização dos oceanos e rios (o elevado consumo de oxigênio por algas) e a morte da diversidade nesses locais.
Outrossim, a negligência estatal perante o descarte inadequado de lixo nos mares atua como outro empecilho. O filme “Procurando Nemo”, em uma de suas cenas, retrata como a interação entre animais e poluição gera um impacto negativo nesses seres, visto que ao confundirem o lixo, principalmente aqueles feitos de plástico, com alimento, infectam-se com suas toxinas, futuramente, ocasionado sua morte. Nesse contexto, o longa-metragem é relevante porque evidencia como o descarte de poluentes nos oceanos é danoso para a vida dos animais marinhos, reforçando o debate sobre a conservação desse espaço. Assim, fica evidente a necessidade de uma intervenção estatal para aumentar a fiscalização dos mares, visando combater o despejo de poluentes, para que a sociedade distancie-se da realidade abordada pelo filme.