Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 06/07/2023

A Revolução Industrial foi um processo de grandes transformações sociais e econômicas ocorridas na Inglaterra do século XVIII, que mais tarde se espalhou pelo mundo. No Brasil, esse processo ocorreu somente no século XX. Entretanto, apesar de tardio, trouxe consequências para o país, como o mercado informal de trabalho. Assim, urge a análise precisa do imbróglio perante os desafios dessa modalidade

Sob esse viés, vale ressaltar os dados fornecidos pelo IBGE que mostram que mais de 40% da população ocupada do país trabalha no meio informal – o que acarreta no lento crescimento da economia brasileira. Dentro desse aspecto, trabalhadores informais ficam ficam apartados de serviços oferecidos pelo sistema financeiro, como o acesso à crédito e a empréstimos. Apesar de se garantir direito ao trabalho, condições justas e proteção ao desemprego na Constituição de 1988, os dados supracitados mostram a incapacidade de o Estado cumprir seus deveres.

Outrossim, é imperioso destacar que o outro desafio vigente quanto ao mercado não formal de trabalho são as lacunas escolares do sujeito na informalidade. Como não há educação de qualidade para preparar o indivíduo para a ocupação laboral cada vez mais exigente, a adversidade persiste e consequências como a falta de especialização geram mais desempregados e, dessa forma, desocupados recorrem ao trabalho autônomo não formal. Logo, deve-se aplicar o pensamento de Nelson Mandela que afirma “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, para a mudança do quadro retratado.

Fica evidente, portanto, que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar os impasses citados. Para isso, o Estado, como garantidor de direitos, responsável por cuidar da população, deve oferecer condições de trabalho junto às empresas, para que, em primeiro plano, a nação trabalhadora menos escolarizada e menos especializada possa ter seus direitos assegurados. Em segundo plano, o ensino básico deve ter mais investimentos por parte dos governantes, com o objetivo de garantir suporte aos futuros ocupados, para que possam se especializar e atender às demandas do mercado formal no país. Assim, os desafios para o trabalho informal no Brasil serão intermediados no século XXI.