Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 07/07/2023
Antônio Gomes Lacerda, costumava dizer que “a educação não tem preço, mas sua falta tem custos”. Isto é o que se vê perante os desafios do trabalho informal no Brasil, ocasionado pela omissão do Estado no que tange as políticas desenvol -vimentistas como, por exemplo, o baixa investimento educacional, junto ao desincentivo no setor industrial, além da falta de proteção e subsídios as empresas nacionais. Sendo assim, é necessário diminuir a informalidade através de perspectivas econômicas e educacionais.
Em primeiro lugar, cabe destacar que a implementação da nefasta política neoli-beral adotada por Juscelino Kubitschek, fez com que empresas multinacionais “engolissem” o setor industrial nacional, incentivando, assim, o crescimento de uma população não educada, mas sim moldada para ser mão de obra barata e não qualificada, o que é estarrecedor. Nesse sentido, o Brasil tem se tornado pária perante a economia global, visto o índice de informalidade, precarização das condições de trabalho, péssimos salários e jornadas exaustivas. Todavia, essa situação piora com a falta de perspectiva do Poder Público perante os desafios de implementar uma reforma previdenciária justa e democrática.
Mormente, vale lembrar do personagem Jerônimo do livro “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, um português trabalhador que se rende a cultura brasileira, porém se torna preguiçoso e promíscuo. Nesse sentido, percebe-se que em todo o contexto histórico do Brasil, o proletário sempre teve sua estagnação de classe social asso-ciada a ociosidade, mas nunca a exploração trabalhista. Assim sendo, compreende-se a questão sine qua non do cidadão se sujeitar ao trabalho informal, obrigando-lhe a sobreviver das falsas perspectivas do discurso meritocrático.
Em suma, é necessário enfrentar os desafios do trabalho informal no Brasil, atra-vés de perspectivas econômicas, com mais investimento na educação e incentivo a indústria nacional. Contudo, é necessário que haja um plano econômico adotado pelo Ministério da Fazenda, por meio do protecionismo e subsídios, dando, assim, força e incentivo ao mercado nacional. Além disso, é essencial ampliar a reserva da educação de base, para que se tenha mãos de obra qualificada e bem remunerada, a fim de não perder o trabalhador capacitado para o mercado externo.