Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 07/07/2023

O filme “Parasita” retrata a realidade da família Kim, que mora em um imóvel semelhante a um porão e precisa realizar vários serviços para sobreviver. Nesse caso, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que os trabalhos informais crescem constantemente na sociedade. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à ineficiência do governo, mas também por causa do ensino precário no país.

Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para garantir melhores condições trabalhistas. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar os direitos dos indivíduos e eliminar as situações de desigualdade, porém, isso não ocorre no Brasil. Conforme pesquisas do jornal CNN Brasil, 60% dos trabalhadores informais fazem “bicos” para sobreviver. Diante disso, a falta de ações do governo contribui para casos nos quais o indivíduo se propõe a circunstâncias desumanas como trabalho sem carteira assinada, salário pequeno e períodos longos de expediente para se sustentar.

Além disso, o ensino precário também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de eliminar a barbárie e buscar a emancipação humana. Entretanto, isso não acontece adequadamente, visto que muitas instituições educacionais não instruem os indivíduos para a introdução ao mercado de trabalho. Consequentemente, a falta de formação afeta a chance dos alunos de conseguirem empregos e aumenta os casos de informalidade, já que muitas empresas exigem um nível alto de qualificação para os cargos.

Portanto, conclui-se que a negligência governamental e o ensino precário são os principais pilares da problemática. Assim, é necessário que o Governo Federal promova projetos para diminuir o trabalho informal, por meio de fiscalizações e novas oportunidades de emprego, com o intuito de diminuir os casos de precariedade e garantir os direitos dos indivíduos. Ademais, o Ministério da Educação deve reformar a educação, por meio da implementação de cursos extracurriculares, para melhorar a formação dos alunos e possibilitar a chance de trabalhar, visando a uma realidade diferente da abordada no filme “Parasita”.