Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 08/07/2023
“O trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades.” Esse pensamento de Karl Marx, tem grande peso na sociedade contemporânea, já que as pessoas estão em constante procura de emprego e fontes de lucro para poder suprir suas necessidades em meio as crises econômicas, aumento do preço de produtos básicos como gasolina, itens de mercado e entre outros. O desespero de desempregados na busca de um emprego é tão grande que muitas das vezes aceitam qualquer proposta, mas esquecem de um fator fundamental na escolha do trabalho: se vão ou não assinar suas carteiras.
Em primeira instância, no dia 7 de março de 2023, foram registrados 20 milhões de empregados sem carteira assinada, cerca de 15,8% a mais do que em 2021, obtendo um recorde histórico de empregados informalmente. Essas condições são inaceitáveis para trabalhadores, pois além da perda do FGTS, também existe a perda do 13° salário, aposentadoria, férias remuneradas, seguro-desemprego, pagamento de horas extras, entre outros direitos perdidos.
A exploração da mão de obra traz benefícios para apenas um lugar, o governo Brasileiro, que atualmente é considerado um governo capitalista e que usufrui dos meios de produção e acumula suas riquezas que deveriam ir justamente para o bolso dos que não tem carteira assinada. A exigência da assinatura da carteira é essencial, principalmente para aqueles que tem família, filhos ou para os que precisam para bancar as necessidades, como meio de transporte, alimentação e bem estar.
É preciso que os trabalhadores estejam conscientes da importância de trabalhar formalmente, pois muitos não tem em vista os seus direitos. Nesta ótica, é preciso que o ministério de comunicação, ministério da justiça, o MPS e o MTE promovam juntos, campanhas especiais para concientizar a população da importância de assinar suas carteiras para que enfim possam ter seus direitos cumpridos de forma certa.