Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 11/07/2023
“O futuro dependerá daquilo que plantamos no presente”. Esse pensamento do ativista social indiano Mahatma Gandhi pode fazer alusão ao contexto dos desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil. Afinal, há diversos empecilhos que promovem dificuldade para a melhora do cenário em questão, como: condições de trabalho ruins e dificuldade de ascenção profissional.
Desde a formação do trato social brasileiro, nota-se o quão o trabalho informal foi utilizado por diversos grupos de pessoas, já que era o único meio de garantir a subsistência. Isso pode ser exemplificado por meio dos “escravos de ganho”, os quais eram homens ou mulheres que utilizavam sua força de trabalho para ganhar dinheiro e comprar sua liberdade. Ademais, é possível associar essa modalidade empregatícia a uma condição de subjugação, a qual traz ao prestador de serviço uma enorme desvantagem, posto que há dificuldade de ascensão profissional devido ao baixo grau de instrução educacional. Relaciona-se ao contexto da obra " Jubiabá", do escritor brasileiro Jorge Amado, a qual traz temas que ainda continuam exibindo os obstáculos encontrados pelos prestadores de serviços informais, por exemplo, a extensa carga horária e as más condições trabalhistas.
Outrossim, é notório o quanto a perspectiva de ascenção profissional ainda é uma realiadade distante do trabalhador informal, visto que existe uma grande demanda pelos serviços ofertados e, consequentemente, muitos trabalhadores precisam dedicar mais tempo para suprir essa expectatiiva. Além disso, percebe-se também o quanto a ausência de alguns benefícios do trabalhador formal, como uma quantidade fixa de horas para trabalho, dificulta a saída desse indivíduo da informalidade para que conquiste uma vaga em uma instituição educacional. Ratifica-se essa assertiva por meio dos dados revelados pelo Unicef, através do estudo da educadora Mônica Pinto, o qual exibe a relação direta da evasão universitária com a desigualdade socioeconômica no período pós pandemia no país.
Destarde, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessária a atuação do Poder legislativo e do Minitério da Educação a fim de um elaborar um projeto de lei que vise incluir nas cotas universitárias essa parcela social que necessita aprimorar seus conhecimentos e o outro integrar à universidade por intermédio de incentivos financeiros, por exemplo, uma bolsa-auxílio para a manutenção desse estudante durante todo o período de graduação. Portanto, haverá uma melhor oferta de possibilidades para esse grupo social, que anteriormente não tinham suas capacidades aprimoradas, garantindo, assim, o pleno exercício da cidadania aos nossos conterrâneos.