Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 19/07/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Segundo a lógica barrosiana, é preciso, portanto, valorizar também a discussão dos desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil, já que grande parcela social não enxerga tal entrave com a devida relevância. Assim, vale ressaltar que a carência informacional e o capitalismo são fatores que devem ser combatidos.

Diante desse cenário, é lícito postular a carência informacional no combate ao revés supracitado. Para entender essa lógica, alude-se à taxa de informalidade nos empregos, que subiu para 40%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao observar, o quanto o percentual tem aumentado no Brasil, vê-se a necessidade de informar do que se trata o trabalho informal e seus pontos negativos, a exemplo disso, pode-se citar o trabalho sem carteira assinada e o vendedor autônomo sem CNPJ. Logo, é perceptível que fica cada vez mais difícil conter os desafios enfrentados, se não houver conhecimento.

Ademais, a irrefutável influência do capitalismo é um fator que dificulta a sua resolução. Sabe-se que o trabalho sem vínculo empregativo formal é uma realidade mundial, tendo destaque nos países em desenvolvimento. É evidente que o pensamento capitalista, com o incentivo à propriedade privada, faz com que o trabalho informal seja mais frequente devido às empresas pensarem no seu lucro e não ter oferta de emprego adequada. Dessa maneira, nota-se que a perspectiva é que os desafios aumentem, se não forem discutidos.

Fica explícito, então, que as consequências do trabalho informal no Brasil, precisam ser debatidas. O Estado, responsável por garantir o bem estar social, deve promover campanhas que proporcionem conhecimento acerca das consequências do emprego informal, por meio de palestras e posts em redes sociais. Isso deve ser feito com o objetivo de gerar igualdade no acesso à informação sobre esse tipo de trabalho. Dessa forma, espera-se degradar os desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil.