Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 23/09/2023

Há bastante tempo que a economia do Brasil tem participação e contibuição da informalidade. Com a recente pandemia da Covid-19, o mercado sofreu muitas mudanças, o que ocasionou muitas demissões de pessoas com carteira assinada e fez crescer o número de trabalhadores informais ainda mais. Tristemente, existem muitos desafios a serem enfrentados por esses autônomos, desafios esses que se estendem até as leis, que não os reconhecem da forma devida e assim não os protegem ou garantem direitos ao seu tarbalho.

Por conta da economia do país enfraquecendo, principalmente, muitas pessoas têm sido despedidas, aumentando cada vez mais o número de desempregados e consequentemente as pessoas optam por se tornarem trabalhadores informais. Aliás, precisam de dinheiro para sobreviver. Surgem então os pequenos negócios. Novas ferramentas despontam ou são aprimoradas para tornar mais simples processos de divulgação e venda de algum produto, o que é uma ajuda de grande tamanho para os autônomos.

Segundo pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo todo têm a ocorrência do trabalho informal, sendo o percentual de 85% o correspondente a esse grupo. Falando sobre o Brasil, especificamente, é bastante comum encontrar trabalhadores informais pelas ruas vendendo seus produtos. É dessa forma que “ganham a vida”.

O trabalho informal surge por conta dos modelos econômicos e processo histórico de determinado país. Infelizmente, aqueles que trabalham sem carteira assinada são pessoas necessitadas de uma fonte de renda. Para essa parcela da população, o trabalho por conta própria é uma solução viável que garante pelo menos direito a comida. O governo deveria vir a incentivar - por meio de divulgações e palestras em escolas, ruas e nas mídias digitais - a contratação de pessoas sem uma formação acadêmica ou com formação incompleta (pois é o perfil da maioria dos autônomos) e incentivar, juntamente com o Ministério da Educação, que essas pessoas participem do EJA (Educação de Jovens e Adultos), que é um programa de estudos destinado ao público que abandonou, não completou ou que não teve acesso à educação formal na idade apropriada.