Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 25/09/2023
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade atual é o oposto do que o autor prega, já que os desafios do trabalho informal no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da menor estabilidade no emprego, quanto do baixo nível de escolaridade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a baixa estabilidade no emprego informal deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, atualmente cerca de 12,8 milhões trabalhadores no Brasil são informais e muitos deles enfrentam problemas de renda váriavel e menor estabilidade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta da escolaridade como promotor do problema. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) cerca de 25,78% dos trabalhadores informais não tiveram acesso à educação. Partindo desse pressuposto e seguindo o pensamento de Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que o humano tem para mudar o mundo, mas atualmente se carece a pratica do que Mandela prega, pois hoje em dia as pessoas possuem sua concepção limitada. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta da educação escolar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios do trabalho informal, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em aumentar a produtividade das empresas e criar uma agenda de longo prazo para melhorar os salários e as condições de trabalho. E assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.