Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 26/09/2023
Há anos a população do Brasil vem enfrentando uma crise na economia com a consequente diminuição dos postos de trabalho. Seja pelo fechamento de grandes empresas e indústrias do setor privado, seja pela quantidade de impostos pagos dificultando o interesse em empreender no país, o fato é que cada vez mais trabalhadores tem visto os postos de carteira assinada diminuindo, atividades do setor terciário fechando e a informalidade aumentando.
Estima-se em cerca de 40 milhões os trabalhadores que atuam na informalidade no Brasil, ou seja, sem carteira assinada nem nenhum tipo de proteção social. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE, 39,6% dos trabalhadores do país estão nesta situação.
Algumas podem ser encontradas nesse tipo de trabalho, como: a ausência de carteira assinada, de férias remuneradas, e de auxílios em caso de doenças ou imprevistos; não contribuição previdenciária, o que prejudica para uma aposentadoria; não ter renda fixa, o que atrapalha ao pedir empréstimos bancários entre outros.
Portanto o mercado de trabalho no Brasil contava com 98,7 milhões de pessoas ocupadas em junho de 2022, mantendo o ritmo de recuperação pós-pandemia, iniciado no segundo semestre de 2021 Paralelamente, 10,1 milhões de pessoas estavam desempregadas, ainda de acordo com a PNAD, realizada pelo IBGE.
Portanto para os informais com potencial produtivo e com interesse em se formalizar, é necessário estimular o crescimento econômico e a criação de mais oportunidades de emprego, garantir sua proteção social e tornar mais acessível e eficiente a oferta de cursos de formação para o mercado de trabalho