Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 22/09/2023
Na obra cinematográfica “Cidade de Deus” são descritos cenários de extrema pobreza experienciados na comunidade fictícia, assim, o menino Buscapé busca empregos sem carteira assinada para melhorar sua condição social. Contemporaneamente, famílias de classe baixa continuam buscando trabalhos mal remunerados para se alimentar. Nesse prisma, destaca-se a hierarquia empresarial e o aumento da necessidade de maiores níveis escolares.
Em primeira instância, é necessário evidenciar as empresas que reservam as vagas de trabalho para familiares. Na música de Gabriel o Pensador, “Retrato de um Playboy” ele menciona o privilégio dos “filhos de papai”, que são a parte da população que não se preocupa com a renda monetária, visto que o emprego já é garantido pelos pais. Nessa óptica, são notórias as desvantagens de pessoas de classe baixa, que sem um bom currículo e sem contatos não conseguem um trabalho formal.
Outrossim, a invisibilização de pessoas carentes sem grau de escolaridade é alarmante. Segundo o sociólogo Nick Couldry: “Vozes por não serem ouvidas, acabam na inexistência”, ou seja, sem a devida atenção, os problemas de pessoas marginalizadas que estão sujeitos a um trabalho sem uma boa qualidade são esquecidos. Sob esse viés, empresas e companhias prezam cada vez mais os níveis superiores de formação, deixando parte da população desamparada, resultando em uma grande busca por serviços informais.
Portanto, são necessárias medidas que melhore a qualidade de trabalhos informais no Brasil. Cabe então, ao Ministério do Trabalho, principal ator sob as questões trabalhistas brasileiras, que cobre a obrigatoriedade de boas qualidades na área de serviço, por meio da aplicação de leis que visem a melhora dessas questões, para que assim as pessoas que trabalham sem a carteira assinada não sofram em seus locais de trabalho.