Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 25/09/2023
O filme “Você não estava aqui”, de Ken Loach, retrata a vida difícil de um pai de família no qual passa por dificuldades para manter sua família e pagar suas dividas. A realidade não se distancia da obra, é notório na atualidade brasileira o aumento do trabalho informal, como recurso para a sobrevivência, consequentemente, colocando a saúde e a segurança em risco.
De tal maneira, vale ressaltar que o Uber foi criado em 2009, mas chegou ao Brasil em 2014, período esse que se tornou uma solução para inúmeros brasileiros que se encontravam desempregados. A uberização é a venda de serviços para outra pessoa ou empresa de forma independente, entretanto é notável consequências que podem atrapalhar o indivíduo. Problemas como a escassez da responsabilidade dos aplicativos que fornecem o serviço como, Uber e Ifood, com o trabalhador, o indivíduo não possui carteira de trabalho assinada e nem seus direitos trabalhista.
Deve-se pontuar, de início, que a escassez de portas abertas no mercado de trabalho configura-se como um grave empecilho no que diz respeito a instigação e visão para a ocupação da informalidade. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Dessa maneira, percebe-se uma lacuna, explicitado pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão da incitação e vista nesse aspecto, as pessoas não têm oportunidades de conseguirem trabalhar de carteira assinada mediante esse cenário. Consequentemente, observa-se que a máquina pública precisa mudar sua postura.
Infere-se, por conseguinte, que o impasse precisa ter suas fundações desfeitas. Cabe ao Governo, autoridade governante de uma unidade política, ampliar as oportunidades de vagas no mercado nacional, por meio de programas que abranjam populações que nunca tiveram experiências nas áreas, com o intuito de garantir um ensejo aos que não possuem. Outrossim, o Ministério da Educação deve oferecer cursos gratuitos de capacitação profissional, mediante verbas governamentais, cooperando para um avanço de formação acadêmica dos indivíduos.