Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil
Enviada em 18/09/2023
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século xvi - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante aos desafios e perspectivas para o trabalho informal, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da falta de oportunidade de emprego formal, mas também do baixo nível de escolaridade. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Deve-se pontuar, de início, que a escassez de portas abertas no mercado de trabalho configura-se como um grave empecilho no que diz respeito a instigação e visão para a ocupação da informalidade. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Dessa maneira, percebe-se uma lacuna, explicitado pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão da incitação e vista nesse aspecto, as pessoas não tem oportunidades de conseguirem trabalhar de carteira assinada mediante esse cenário. Consequentemente, observa-se que a máquina pública precisa mudar sua postura.
Além do mais, ressalte-se que o baixo nível de escolaridade também configura-se como um entrave no que tange à questão do aumento do serviço efetivo. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre o motivo desse aumento informal no Brasil, sua concepção será limitada, o que dificulta a erradicação do óbice. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, o fim dessa barreira deixe de ser uma quimera.