Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 31/10/2023

No filme “À Procura da Felicidade” é retradada a realidade de um homem e seu filho, que sofrem com a escassez de trabalhos legitimados, como consequência, os dois precisam viver em abrigos e a base de trabalhos informais. Analogamente, no Brasil hodierno, é comum a identificação de casos de depêndencia aos serviços informais, assim como no filme. Com efeito, é necessário analisar os propulsores desse cenário hostil: a invisibilidade midiática e a inoperância estatal.

Diante desse contexto, é evidente que a coerção midiática é um dos obstáculos para a diminuição das ocupações informais. Conforme Djamila Ribeiro, “É preciso tirar as situações da invisibilidade para que as soluções sejam encontradas”. Sob essa ótica, é notável que o trabalho informal é uma realidade significativa no país, porém não representada de forma efetiva, haja vista que a situação é omitida por causa da defasagem midiática. Dessa forma, é nítido que o alheamento midiático perdura as ocorrências sórdidas de laboração não legitimada.

Ademais, também é compreensível que a negligência governamental é outro fator para as ocorrências relacionadas aos serviços informais. Consoante a Frederic Hegel, “O papel do Estado é proteger seus filhos”. Nessa perspectiva, é explícito que o Estado não está cumprindo seu papel quando se trata dos ofícios informais, já que são ausentes medidas para a formação de trabalhos legítimos. Diante desse cenário, os trabalhadores informais enfrentam condições de vida precárias e indignas, causadas pela carência de medidas estatais. Dessa maneira, a omissão estatal perpetua as complicações relacionadas ao trabalho informal.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário mitigar os problemas relacionados aos serviços não legitimados. Desse modo, cabe à mídia - instrumento de ampla abrangência - conscientizar a população no que se refere à laboração informal, por meio de programas e séries de TV, a fim de prover a atenção necessária ao assunto. Paralelamente, é dever do Estado - promotor da harmonia social - conceder novas formas de emprego para a população, por intermédio de programas públicos de geração de empresas, com o fito de proporcionar opções para os trabalhadores informais. Logo, seriam evitados casos como o do filme “À Procura da Felicidade”.