Desafios e perspectivas para o trabalho informal no Brasil

Enviada em 26/10/2024

Max Weber disse que “O trabalho dignifica o homem. Entretanto, o aumento do mercado informal no país, tem evidenciado algumas preocupações, afinal a instabilidade econômica oferecida por essa modalidade de empreendimento, pode levar à jornadas exaustivas e perda na qualidade de vida. Nesse viés, tal cenário pode ser influenciado por fatores como origem socioeconômica e a falta de investimento governamental em projetos de capacitação nas regiões mais carentes.

Destarte é primordial pontuar que a procura por meios de sustento alternativos, se dá especialmente pela necessidade de subsistência. Nesse sentido, em pesquisa recente realizada em conjunto com algumas universidades do RJ e SP, constatou-se que cerca de 65% dos entrevistados, já exerceram alguma profissão sem vínculo empregatício. Além disso, o estudo também apontou que essa tendência é mais recorrente nas comunidades menos abastadas e está especialmente correlacionada à baixos índices de escolaridade.

Outrossim é a falta de investimento público em projetos sociais para capacitação profissional. Embora plataformas como o Aprenda Mais – oferecida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) – disponibilize cursos rápidos e gratuitos à população, o acesso à internet nem sempre está ao alcance de todos, e os cursos oferecidos não garantem uma formação profissional completa. Assim, diante das crescentes exigências do mercado de trabalho formal, indivíduos fazem sua renda, por meio da informalidade, logo, desprovidos de quaisquer benefícios ou direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Contudo, a adoção de medidas contra o avanço do trabalho informal no Brasil é fundamental. Assim, faz-se necessária a criação de cursos profissionalizantes presenciais nas áreas mais carentes do país, cabendo ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio da liberação de verbas aos municípios, disponibilizar salas e professores para sua efetivação. Dessa maneira, será possível capacitar novos profissionais, e contribuir para seu ingresso no mercado de trabalho formal, promovendo mais oportunidades de crescimento e garantindo a todos os direitos primordiais à vida, presentes na constituição.