Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 25/08/2025
No filme ‘‘Como Estrelas na Terra’’, o personagem Ishaan, uma criança com dislexia, enfrenta dificuldades no ambiente escolar devido à falta de compreensão de seus transtornos de aprendizagem. A obra desvenda uma realidade que se assemelha ao contexto brasileiro, no qual muitos estudantes ainda não encontram condições adequadas de inclusão. Nesse sentido, observa-se que as escolas do país enfrentam desafios significativos para garantir o pleno desenvolvimento desses alunos, sobretudo em relação à formação docente e à insuficiência de políticas públicas efetivas.
Em primeiro plano, é necessário destacar a carência de preparo pedagógico dos professores. De acordo com a pesquisadora Maria Teresa Eglér Mantoan, especialista em educação inclusiva, a formação do orientador no Brasil ainda é majoritariamente tradicional, o que dificulta a adaptação de estratégias às necessidades individuais dos estudantes com transtornos de aprendizagem. Essa limitação compromete a promoção de um ambiente inclusivo, pois o professor, muitas vezes, não dispõe de ferramentas para identificar dificuldades específicas nem para desenvolver metodologias diferenciadas.
Outrossim, a imparcialidade governamental representa outro grande entrave. Para o intelectual Jessé Souza em sua ideia de ‘‘A Elite do Atraso’’: A elite econômica e política brasileira, por manter o privilégio da falta de qualificação e do conhecimento, perpetua o atraso do país, dificultando o desenvolvimento de todos. Nesse viés, tal convicção se faz um juízo presente no cenário educacional brasileiro, tornando a ideia da negligência de criação de metodologias inclusivas. Essa limitação compromete a promoção de um ambiente inclusivo, ampliando desigualdades educacionais.
Portanto, os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras na inclusão de alunos com dificuldades cognitivas decorrem, da falta de de preparo profissional e a carência de políticas públicas de acolhimento e adaptação. Para mudar esse cenário, se faz necessário que a unidade estatal promova melhor competência qualificante, em foco de metodologias inclusivas. Assim garantindo os direitos básicos dos estudantes com transtorno de aprendizagem.