Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 04/04/2023

Na obra ¨Utopia¨, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que existem diversos desafios que as escolas brasileiras enfrentam para incluir os alunos com transtornos de aprendizagem. Dessa forma, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de igualdade entre as pessoas e a violência física ou psicológica nas escolas.

Nesse contexto, segundo a Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão, entretanto tal prerrogativa não tem se reverberado na prática. Sob essa ótica, a baixa atuação dos setores governamentais, coíbe aqueles alunos que tem algum transtorno de aprendizagem, tenha um ensino semelhante aos cidadãos que não apresentam tal transtorno, devido a carência de verbas nas escolas, como a falta de profissionais psicopedagogos. Desse modo, cabe ao Estado, criar mais concursos para os especialistas que cuida da dificuldade de aprendizado trabalharem nas escolas.

Ademais, segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir ¨O mais escandaloso dos escândalos é que nós habituamos a eles¨. Nessa perspectiva, ela pode facilmente ser aplicada aos alunos que fazem bullying com seus colegas, por estes terem dificuldade de se concentrarem nos estudos, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é dever do Estado garantir a todos os cidadãos o direito de aprender nas escolas, apresentando ou não patologias que dificultam o aprendizado.

Depreende-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, com o intuito de mitigar as dificuldades enfrentados pelas escolas para a inclusão dos alunos com transtorno de aprendizagem, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio do governo federal, instância máxima de administração executiva, será revertido em palestras, através de profissionais da área da educação que expliquem aos professores como lidar com pessoas que apresentam as doenças como, a discalculia, dispraxia, disfasia, dislexia entre outros. Assim, atenuar-se à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo aos alunos com transtornos de aprendizagem, e a coletividade alcançará a Utopia de More.