Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 08/04/2023

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas do Brasil, em seu artigo 6°, defende o amplo direito a inclusão educacional. Todavia, não é isso o que ocorre, dado que, uma pesquisa realizada pelo portal G1, mostra que a maiora das escolas brasileiras não conseguem atender as necessidades dos alunos que apresentam transtornos de aprendizagem. Desse modo, cabe debater como a teoria utilitarista e a falta de informações por parte da mídia contribuem com esse cenário.

De início, deve-se destacar que, o respeito e a inclusão são termos chave quando se trata da educação. Contudo, a tese do utilitarismo criada por John Stuart Mill, defende que as ações tomadas pelo Estado devem se pautar em ações que agradem a maioria de maneira simples e não a todos com equidade. Ademais, é essa visão retrogada que favorece que as escolas brasileiras não se adequem aos estudantes com deficit e aprendizagem e outros quadros semelhantes, uma vez que, para essa doutrina, estas mudanças não favorecerão diretamente a maioria. Desse modo, a tentativa falha de maximizar o alcançe de projetos do governo acabam excluindo parcelas menores e mais marginalizadas da população.

Em segundo lugar, vale ressaltar que a mídia possui um papel fundamental quando se trata de promover a inclusão. De acordo com o sociólogo, Theodor adorno, as empresas de comunicação detém a capacidade de influenciar o seu público a tomar determinadas atitudes, sejam elas boas ou não para a população. Outrossim, isso se observa nas formas como as instituições midiáticas podem ampliar a maneira como a população e os entes governamentais podem entender e lidar melhor com situações dessa natureza.

Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve criar formas de englobar adequadamente os estudantes com transtorno de aprendizagem nas escolas. Isso pode ser feito, por meio da destinação de verba pública para a promoção de ajustes que tornem as instituições de ensino mais acolhedoras para essas pessoas. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada e todos os brasileiros terão um ensino de qualidade.