Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 12/04/2023
Em meados do século XX, o escritor Stefan Zweig escreveu sua obra “Brasil, um país do futuro”, que logo tornou-se uma espécie de lema para nação verde-amarela. Entretanto, observa-se desafios relacionados a falta de inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas. Nesse sentido, a problemática não só deriva da inércia estatal, mas também da pratica de bullying nas escolas.
De início, é importante observar que a inercia governamental é uma das principais barreiras enfrentadas pelas escolas para inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nessa perspectiva, segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da sociedade, porém tal realidade não está sendo honrada. Sob esse viés, a falta de amparo do Estado, precariedade das estruturas escolares e a inexatidão do preparo dos professores, são uns dos fatores que se verifica a ausência de uma educação inclusiva. Desse modo, a postura governamental vigente acentua a negligência perante a educação brasileira.
Além disso, vale destacar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no qual indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que existe uma precariedade da parte das escolas em disponibilizar um auxilio necessário para erradicar a persistência do bullying. A vista disso, segundo pesquisas realizadas pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- cerca de 40% dos estudantes adolescentes do país já sofreram intimidações nas escolas, o que corrobora para o desinteresse do aluno em estudar e frequentar o ambiente escolar.
Portanto, é dever do Estado- órgão responsável pelo bem-estar social- em parceria com o Ministério da Educação, desenvolver campanhas e círculos estudantis com o objetivo de alertar sobre os efeitos causados pelo bullying, novos métodos de ensino e desenvolvam atividades extracurriculares com o objetivo de inclusão. Para assim, obter um melhor desenvolvimento socioeducativo de crianças e adolescentes e uma convivência saudável nas escolas. Dessa forma, será possível a construção de um Brasil do futuro, de acordo com a obra de Stefan Zweig.