Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 14/04/2023
“Retardado. Lerdo. Burro”. Essas são expressões comumente utilizadas no contexto educacional no qual pessoas que desconhecem as idiossincrasias da aprendizagem de cada estudante atribuem termos pejorativos na tentativa de desqualificar o outro. Essa é uma realidade que estigmatiza e afasta qualquer aluno com problema de aprendizagem. Nesse sentido, cabe compreender os desafios que as instituições de ensino são submetidas e, ao mesmo tempo, expor soluções a respeito dessa problemática.
Preliminarmente, é válido anotar que não aumentaram os casos de transtornos de aprendizagem por parte dos alunos, mas o diagnóstico que ficou mais preciso e apurado. Esse fato advem, em grande medida, da melhor qualificação dos profissionais na área de educação que estão mais especializados. Todavia, é de bom alvitre ressaltar que a qualificação não reflete, necessariamente, na solução de todos os problemas concernentes aos desafios escolares, tendo em vista que isso deve ser acompanhado de equipamentos adequados que possa subsidiar o agente educacional no processo de ensino e inclusão.
Ademais, deve-ser registrar que um dos obstáculos enfrentados pelas escolas se refere ao processo de compreensão dos transtornos de aprendizagem que envolvem os alunos. Nesse sentido, a ignorância quanto a transtornos desembocam em preconceitos e discriminações que, invariavelmente, refletem no comportamento social de portadores de transtornos. Por essa razão, é crucial fazer com que toda comunidade acadêmica e familiar entendam as peculiaridades atinentes a cada desvio de aprendizagem para que seja elaborado um planejamento integral e especializado para cada estudante. Isso deve acontecer por intermédio de investimentos financeiros em uma estrutura focalizada na inclusão desses alunos.
Fica claro, portanto, a necessidade de investir ainda mais na inclusão de alunos portadores de transtornos para que esses desafios sejam debelados. Assim, o Estado poderia atuar concebendo cursos de qualificação de profissionais da educação e de apoio escolar para que esses alunos acolhidos, ao mesmo tempo, poderia promover palestras a respeito do esclarecimento desse tema.