Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 01/05/2023
A série “Euphoria”, de 2019, retrata a história da personagem Rue, uma jovem diagnosticada com transtornos psicológicos. Ao longo da série, é abordado a dificuldade da garota de se adaptar e aprender no ambiente escolar. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que diversos adolescentes com problemas de aprendizagem enfrentam desafios nas escolas diariamente. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de auxílio do governo, mas também por causa da educação precária no país.
Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para ajudar na inclusão de pessoas com transtornos nas escolas. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social. Porém, isso não ocorre no Brasil, uma vez que o governo não cumpre com a função de auxiliar e gerar medidas que ajudem essa parte da sociedade. Consequentemente, as escolas não conseguem aplicar a inclusão por causa da falta de recursos, o que afeta a acessibilidade e aprendizado dos alunos.
Além disso, a educação precária também por ser apontada como promotora do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, o ensino deve ter o papel de eliminar a barbárie e buscar a emancipação humana, em prol da mudança social, entretanto, isso não acontece nas escolas, uma vez que a desinformação sobre os transtornos de aprendizagem afeta no ensinamento desses alunos. Um exemplo é a apresentadora Sabrina Sato, que relatou em uma entrevista que sofria bastante nas instituições devido ao déficit de atenção e tinha dificuldades para receber ajuda.
Portanto, conclui-se que a falta de auxílio do governo e a educação precária são os principais pilares da problemática. Assim, é necessário que o Ministério da Educação tome medidas, por meio da disponibilização de professores especialistas em transtornos de aprendizagem e gere verbas que ajudem na educação e auxílio desses alunos, com o intuito de garantir a inclusão, aprendizado e diminuir os desafios enfrentados por esses indivíduos. Enfim, visando uma realidade diferente da abordada na série “Euphoria”.