Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 20/04/2023
No livro “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire vislumbra a relação ensino-aprendizagem como uma ação transformadora em que o aluno não é mero receptor, mas participante da construção de saberes. Nesse sentido, em um contexto desigualdade de potencialidades, defende-se que os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem são hercúleos, já que essa instituição sequer consegue formar, com excelência, os alunos médios, logo é preciso muita superação e esforço para se formar os discentes com necessidades especiais.
Nesse sentido, pode-se dizer que os estabelecimentos de ensino nacionais não conseguem cumprir sua missão com eficiência, porquanto a estrutura escolar pátria é repleta de deficiências, uma vez que, segundo dados do Indicador de alfabetismo funcional (Inaf), três em cada dez brasileiros são analfabetos funcionais, mesmo tendo completado todo o percurso estudantil regular. Nesse viés, em certo sentido, pode-se verificar que a imensa parcela do alunado tupiniquim sofre, em algum grau, de desordem no processo de aprendizagem.
Outrossim, quando se averiguam especificamente as estatísticas relativas ao alunado com transtornos de aprendizagem, o resultado é ainda mais preocupante, uma vez que estimativas da Associação Americana de Psiquiatria indicam que entre 5% e 15% das crianças em idade escolar têm dificuldades de aprendizagem. Ademais, deve-se destacar que o grupo com deficiência intelectual não se constitui homogêneamente, pois engloba uma gama variada de distúrbios como dislexia, disfasia, entre outras. Para cada uma delas, há uma abordagem multidisciplinar específica para que seja possível melhorar o rendimento desse estudante.
Portanto, urge que o Ministério da Educação reformule todo o sistema educacional. Para isso, deve criar o plano “Escola libertadora”, o qual desenvolver-se-á em bases dialógicas, porque o aluno precisa atuar ativamente na construção dos saberes. No contexto de alunos com necessidades especiais, psicólogos devem atuar ativamente, por meio de supervisão. Paralelamente, pais e professores devem integrar-se em colaboração na educação dos alunos, assim com dialogismo participativo a educação será transformadora para alunos especiais ou regulares.