Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 22/04/2023
A Agenda 2030 é um plano que conta com países integrados às Nações Unidas e tem metas para promover o desenvolvimento mundial, buscando, por exemplo, pela igualdade educacional entre as pessoas. Nesse sentido, nota-se a relevância desses objetivos no cenário brasileiro atual, haja visto que a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas tem sido um problema social. Assim, deve-se sondar como desafios estatais e sociais corroboram o revés.
Sob tal ponto, o pensador Thomas Hobbes afirmava que o Estado tem a responsabilidade de garantir o desenvolvimento social e o bem comum. Isso, contudo, não é característica dos governantes hodiernos no Brasil, uma vez que medidas eficientes não são tomadas para amenizar a exclusão de alunos com transtornos de aprendizagem - como fazer a contratação massiva de professores especializados nesses trantornos para trabalhar nas escolas, visando ter educadores que saibam oferecer um ensino que respeite as dificuldades pessoais de cada aluno. Desse modo, vê-se que, enquanto os estadistas não cumprirem o seu papel, essa lamentavel situação perdurará.
Além disso, outro potencializador do entrave é a inércia coletiva. Nessa lógica, a escritora Mariana Colasanti, em sua obra “Eu sei, mas não devia”, relata como a sociedade se cala e naturaliza os males sociais. Tal máxima vai ao encontro da posição das pessoas diante da falta de inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem, já que a maior parcela dos indivíduos não age para contornar tal tema, criando, por exemplo, “posts” no “Instagram” para repudiar a invisibilização desses trantornos e pressionar os governantes para que medidas contra o paradigma possam ser tomadas. Dessa forma, observa-se que a banalização da exclusão dos alunos com tais transtornos confirma a ideia de Colasanti.
Entende-se, portanto, que os desafios políticos e coletivos mantém a problemática. Logo, O Ministério da Educação, como órgão executivo do Governo, deve, por meio de campanhas publicitárias, incentivar os educadores a especializarem-se em lidar com alunos que tenham trantornos de aprendizagem, com o efeito de oferecer uma educação inclusiva. Ademais, a sociedade deve debater sobre o tema para tira-lo da invisibilidade, zelando pela isonomia.