Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 23/04/2023

A Agenda 2030 é um plano que conta com países integrados às Nações Unidas e tem objetivos para alcançar o desenvolvimento mundial, buscando, por exemplo, a igualdade educacional entre as pessoas. Nesse sentido, nota-se que tais metas são relevantes para o cenário atual do Brasil, haja visto que a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas tem sido um problema social. Assim, deve-se sondar como desafios estatais e sociais corroboram o revés.

Sob isso, o pensador Thomas Hobbes afirmava que o Estado tem a responsabilidade de garantir o bem comum e o desenvolvimento social. Isso, contudo, não é característica dos governantes atuais, uma vez que eles não tomam medidas plenas para amenizar a exclusão de alunos com transtornos de aprendizagem - como contratar massivamente professores especializados nesses transtornos para trabalhar nas escolas, visando obter educadores que saibam oferecer um ensino que respeite as dificuldades de cada aluno. Desse modo, percebe-se que, enquanto o Estado não agir, o empecilho perdurará.

Além disso, outro potencializador do imbróglio é a inércia coletiva. Nessa lógica, a escritora Mariana Colasanti, em sua obra “Eu sei, mas não devia”, relata como a sociedade se cala e naturaliza os males sociais. Tal máxima vai ao encontro da atitude coletiva diante da falta de inclusão dos alunos com trantornos de aprendizagem nas escolas, já que a maior parcela social não age para contornar tal tema. Isso é evidenciado, por exemplo, na falta de “posts” no “Instagram” que repudiem a invisibilização de tal exclusão e na pouca pressão popular nos estadistas para que medidas contra o paradigma possam ser tomadas. Desse modo, vê-se que há a banalização do assunto e a ideia de Colasanti é confirmada.

Portanto, entende-se que os desafios para a persistência da problemática são governamentais e coletivos. Logo, o Governo, como órgão de instância máxima executiva, deve, por meio de campanhas publicitárias, influenciar os professores a especializarem-se em dar aulas para alunos com transtornos de aprendizagem. Tal medida terá efeito de atenuar a desigualdade educacional. Ademais, a sociedade deve debater sobre o assunto para tirar o tema da invisibilidade. Com isso, as metas da Agenda 2030 estarão mais próximas de serem obtidas.