Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 30/04/2023
A declaração universal dos direitos humanos, proclamada em 1948, pelas Nações Unidas, garante o direito à educação e a inclusão social. Entretanto, as instituições de ensino brasileiras, vem enfrentando obstáculos, por parte da não aceitação da comunidade escolar: pais ( ou responsáveis), professores e alunos , sendo o primeiro diagnóstico realizado pelos professores, de modo a incluir no processo de ensino, os alunos com dificuldade de aprendizagem. A falta de intervenção pedagógica no tempo certo, por profissionais capacitados, vem gerando a exclusão desses jovens na sociedade.
Uma vez que, a lei Nº 14254, foi promulgada, dispondo o acompanhamento integral para educandos com transtornos de aprendizando, o minstério da Educação, órgão responsável pela organização das escolas brasileiras, MEC, não se empenhou em efetivar as políticas de inclusão, o que vem causando a segregação desses alunos, e o não atendimento em horário complementar, na sala de recursos pedagógicos, disponibilizada pelos governos dos Estados. A causa da postergação está na não aceitação do diagnóstico. Atualmente, o analfabetismo funcional : dificuldade em compreender pequenos textos e operações matemáticas, atinge 29% da população em idade escolar, conforme portal digital de notícias G1.
Ademais, os prejuízos são irreparáveis, pois, além de desestimular as crianças e os adolescentes que estão frequentes na escola, reduz as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e por conseguinte as oportunidades de inclusão social. Em conformidade com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, a falta de estímulos vem causando o abandono escolar: apenas a metade das crianças matriculadas no Ensino Fundamental ingressam no Ensino Médio.
Em suma, para sanar a dificuldade de aceitação da comunidade escolar, o MEC, deve oferecer, por meio de campanhas de conscientização com a finalidade de ratificar a importância do diagnóstico precoce dos transtornos de aprendizagem dos alunos da rede pública, municipal e particular e o posterior acompanhamento da equipe profissional adequada, garantindo assim, o acompanhamento integral dos educandos.