Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 03/05/2023

No filme “Destemida”, produzido pela Netflix, a protagonista sofre de dislexia, o que se apresenta como uma dificuldade em seus estudos de navegação. Fora da ficção, muitos jovens encaram seus transtornos de aprendizagem como um fator que impossibilita o sucesso, principalmente, porque as escolas brasileiras enfrentam desafios para promover a inclusão desses alunos. Isso ocorre não só pelo despreparo profissional, mas também pela discriminação da sociedade.

Em primeira análise, vale ressaltar que, nas escolas, grande parte dos profissionais não são preparados para lidar com indivíduos com transtorno de aprendizagem. Neste sentido, além de possuírem dificuldades em reconhecer os transtornos, a maior parcela de professores não têm instrução acerca de como auxiliar no aprendizado de jovens com tais condições. Desse modo, esses alunos acabam não recebendo ajuda profissional adequada, ficando atrasados em relação aos seus colegas e, portanto, excluídos, fato que contraria o princípio de Espaço Público, da filósofa Hannah Arrendt, o qual defende a total inclusão dos oprimidos.

Ademais, cabe mencionar que a discriminação da sociedade é outro fator desafiante na questão. Como o abordado pelo poeta alemão Goethe, o qual cita:“não há nada mais assustador que a ignorância em ação.”, o preconceito de transtornos de aprendizagem é baseado na ignorante ideia que indivíduos com essas condições são incapazes de possuir o mesmo desempenho de estudantes não afetados. Isso, por conseguinte, acaba por influenciar instituições de ensino a não investirem no auxílio de jovens com tais transtornos, já que eles, de acordo com o preconceito disseminado, não são capazes de obter desempenho “usual”.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão governamental que rege a educação brasileira, possibilitar, aos profissionais das escolas, palestras e aulas que ensinem o essencial para lidar com estudantes que possuem transtornos de aprendizagem. Tais programas devem ser feitos por meio de recursos liberados pelo órgão que aprova e fiscaliza feitos públicos, a fim de promover uma maior inclusão de alunos com dificuldades no aprendizado pela boa instrução de professores. Além disso, é necessário, por parte da mídia, divulgar informações sobre tais transtornos para, assim, disseminar fatos e não preconceitos.