Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 13/07/2023

O livro “Percy Jackson e os Olimpianos” de Rick Riordan, apresenta a história de vários semideuses, em especial Percy Jackson, que possuem diferentes tipos de transtornos de aprendizagem, transtorno esse que torna suas vidas acadêmicas mais complicadas, porém não os impede de aprender e ter uma vida como todos os outros. Saindo do ficcional, é possível encontrar uma parcela da sociedade brasileira nesta mesma realidade, evidenciando a dificuldade de incluir essas pessoas pela falta de conhecimento e representatividade.

Em primeira instância, é mister debater sobre a estimativa realizada em 2021 pela Associação Americana de Psiquiatria, de cerca de 5% a 15% da população mundial tem TEAp (transtorno específico de aprendizagem), o que no Brasil representaria um grupo 10 milhões de pessoas. De acordo com o dado mostrado, é preciso que mais pessoas tenham conhecimento sobre TEAp, com o intuinto de entender e ajudar as pessoas com esse transtorno, além de combater o preconceito gerado devido a ausência de conhecimento.

Além do desconhecimento, a falta de representatividade influência para a exclusão desta minoria, contribuindo a não aceitação desse grupo perante a sociedade e sua autoaceitação. Atualmente, há maior representavidade na mídia com outras minorias, tendo em vista, a comunidade LGBT+, que é retratada em filmes e séries, como em “Heartstopper” produzida pela netflix. Deste modo, é possível dizer que com o maior indice de representatividade a inclusão será maior.

Portanto, é preciso que o Governo Federal junto ao Ministério da Educação, promovam campanhas informando sobre o transtorno de aprendizagem, possibilitando o conhecimento diante da população. Além disso, cabe a mídia produzir cada vez mais conteúdo sobre TEAp, tornando possível o reconhecimeto e a valorzação dessa minoria.