Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 23/05/2023
O filósofo grego Aristóteles conceitua como uma sociedade virtuosa aquela que por meio de ações visam o bem comum a todos. Contudo, essa visão aristotélica não se aplica na sociedade brasileira, pois demonstra grande dificuldade na inclu-são de alunos com transtorno de aprendizagem. Tais alunos são considerados problemáticos, e os efeitos produzidos pelo seu transtorno são postos como má vontade e desinteresse. À vista disso, é preciso analisar o baixo conhecimento a respeito dessas doenças mentais e o método arcaico do ensino tupiniquim.
Diante desse contexto, é importante destacar o pouco conhecimento a respeito desses transtorno, como o déficit de atenção, TDAH. Sob essa ótica, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, em seu livro “Mentes inquietas”, disserta sobre as recentes descobertas dos sintomas de quem vive com essa adversidade. Com isso, fica evi-dente que, oq que antes era considerado preguiça ou má vontade, revela-se como sintomas que a criança não pode controlar, seu cerébro é programado para reagir a vários estímulos sensoriais ao mesmo tempo, e os educadores ainda não pos-suem essas informações recentes. Assim, é necessário a presença de psicopedago-gos nas escolas para orientar os alunos e professores para que esses incentivem o aluno e não o culpabilize pelo transtorno que ele não é capaz de controlar.
Ademais, vale ressaltar que as escolas brasileiras têm um método de ensino engessado e não contempla a diversidade intelectual existente numa sala de aula. Desse modo, o ensino positivista, adotado pelo Brasil, é baseado na decoração de conteúdos e não no raciocínio lógico, o que isola a maioria dos estudantes que possuem uma forma diferente de aprender. Posto isso, é notória a urgência em adequar o ambiente escolar em que o aluno é o centro da aprendizagem e não apenas um ouvinte passivo. Dessa forma, a escola deve adequar-se ao século XXI, com as tecnologias e facilidades que os dias atuais proporcionam para inclusão.
Urge, portanto, que o Estado tome ações afirmativas na inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Dessarte, o Ministério da Educação — órgão respon-sável pela educação brasileira — deve oferecer cursos preparátorios aos professo-res que irão aprender a reconhecer as dificuldades dessses alunos, por meio de aulas online, a fim de minimizar a exclusão de alunos que mais precisam de apoio.