Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 15/05/2023
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida atualmente em nosso país, tal realidade é vista pelos desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, já que há um falta de preparo dos professores e dos demais colaboradores e principalmente ausência de infraestrutura para esses alunos. Diante disso, devemos analisar de forma crítica a atual realidade do sistema escolar de ensino.
Em primeira análise, é preciso falar daquilo que é apontado pelos responsáveis como um dos maiores obstáculos encontrados: a falta de acessibilidade. Isso engloba escassez estrutural até a ausência de profissionais capacitados e preparados para lidar com as necessidades dessas crianças. Essa conjuntura, aliada à cobrança indevida de taxas extras, feitas por estabelecimentos, causa indignação aos responsáveis, como é mostrado em reportagem exibida pelo fantástico. Tal motivo leva a programas televisivos a ter tamanha importância na busca sanar os problemas de livre acesso, visando à sua igualdade e permanência prevista na constituição, já que segundo ela a educação é um direito básico de qualquer indivíduo.
Em segundo análise, não podemos deixar de questionar o modelo de ensino do Brasil. A exclusão nesse contexto, não se restringe às crianças com necessidades especiais, mas tende a rejeitar também as superdotadas e portadoras de transtornos como o déficit de atenção. O modelo atuante ele é rígido de avaliação, onde o professor é obrigado a seguir um plano escolar dirigido pelos livros escolares, essa problemática tem consequência de diminuir o senso crítico e cria uma dificuldade para as crianças se adaptarem.
Em suma, é válido destacar, contudo, que uma criação de uma lei onde tem como objetivo garantir a inclusão de jovens nas escolas ambientes que possuiem pontos passíveis de críticas e espaços com profissionais para ajudar os estudantes que têm as dificuldades de aprendizagem. Portanto fica claro que é fundamental repensar, por meio da mobilização dos mais diversos setores da sociedade, em especial das famílias em parceria com o Estado, a forma de educar para incluir.