Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 22/05/2023

Na série “Atypical”, o protagonista Sam enfrenta transtornos para aprender ao adentrar sua escola. Sam precisa fazer seu próprio plano de estudos, para que funcione de acordo com suas necessidades. Diante disso a conjuntura dessa análise configura o que acontece no Brasil atual, onde os alunos com transtorno de aprendizagem acabam não sendo incluidos. Devido a dois fatores: o individualismo e a má influência midiática.

Nesse contexto, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução dos desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, que destaca a volatilidade das relações sociais equiparada à fragmentação dos laços afetivos: o egocentrismo. Sob esse aspecto, fica evidente a realidade bauniana. Isso acontece, pois infelizmente, as pessoas preocupadas com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais, não se importam com o que acontece ao seu redor. Desse modo, a irresponsabilidade cidadã comprometea inclusão daqueles alunos que sentem dificuldade para a aprendizagem.

Em segundo plano, vale ressaltar que, segundo o filósofo Pierre Bourdian, o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser transformado em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, ao invés de promover debates que aumentem o nível de informação sobre a inclusão desses estudantes, infelizmente, influência na falta de suporte para o grupo afetado, já que em redes sociais ou conteúdos cinematográficos, não há informações para os indivíduos. Consequentemente, muitas pessoas vivem situações degradantes.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir os desafios enfrentados pelos estudantes com dificuldade de aprendizagem. Por conseguinte, cabe ao MEC, atender as necessidades requisitadas, dando mais atenção para aqueles que realmente precisam. Somente assim, os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem serão extintos.