Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 28/05/2023
Inegavelmente, muitos são os desafios enfrentados por aluno e professor dentro da metodologia ultrapassada de ensino que ainda é usada nas escolas. Ademais, maiores desses desafios atingem alunos com transtornos de aprendizagem, que apesar de não terem visibilidade, estão presentes sendo negligenciados a muito tempo. Isto é, a recorrente desinformação acerca da neurodivergência e a falta de acessibilidade são parte do combate enfrentado no cenário educacional brasileiro.
Em princípio, analisá-se a desinformação sobre o assunto. Por vezes, podendo vir dos pedagogos que desconhecem ou dificilmente identificam esses transtornos ou
até mesmo do neurodivirgente, que pode ser diagnosticado tardiamente por isso.
Afinal, dentro deste contexto educativo defasado, esperar que professores percebam alguma dificuldade persistente como um possível transtorno, como dislexia, déficit de atenção ou autismo, é impensado. Do mesmo modo, esses alunos atípicos podem sofrer preconceito pela sua dificuldade, terem baixa auto-estima por se verem como inferiores aos demais e acabar desistindo do convívio social e do aprendizado. Como afirma Nadine Heisler, educadora, dizendo que até 30% dos alunos que abandonam a escola são aqueles com transtornos.
Sob o mesmo ponto de vista, e como grande causador do problema relatado está a falta de acessibilidade. De fato, a inclusão escolar pode oferecer diversos benefícios para alunos atípicos, podendo facilitar em muitos quesitos a permanência deles no ambiente educacional, uma boa convivência social e a diminuição de muitos preconceitos. Porém, infelizmente há muitas barreiras a serem enfrentadas para que a educação inclusiva seja implementada na instituição escolar, como professores sem profissionalização, os fatores socioeconômicos, preconceito social e mais.
Portanto, cabe a Promotoria Pública fiscalizar e punir infratores das já criadas políticas de inclusão, como a lei 14.254/21, que estabelece que escolas da rede pública e privada garantam acompanhamento específico a neurodivirgentes. Assim também, como cabe ao Ministério da Educação estimular a formação de educadores, para que junto com agentes da saúde possam promover uma educação mais inclusiva, evitando a evasão de alunos com déficit de aprendizagem.