Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 01/06/2023

O artigo 206 da Constituição Federal promulgada em 1988, garante, a princípio que o ensino seja ofertado assegurando o acesso e permanência de forma igualitária na escola. Todavia, a inclusão de indivíduos com transtornos de aprendizagem é um grande desafio para as instituições educacionais, por falta de material, estrutura e pessoal especializado. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e consequências desse impasse em nossa sociedade.

Muito se debate no mundo atual acerca dos transtornos de aprendizagem, esses que em outras épocas chegaram a ser interpretados como “preguiça” ou até “burrice”, agora tem nome e tratamento. Contudo, saber que são reais não é o suficiente para viabilização das pessoas que sofrem dessas dificuldades, ainda é preciso respeitar a sua individualidade, ao mesmo tempo que há uma preocupação em não deixar que o aluno fique atrasado referente a sua turma ou idade. Para isso, as salas de Apoio à Aprendizagem e Desenvolvimento dos Estudantes são necessárias, desde que tenham os materiais adequados e estrutura para acolher e ensinar o estudante.

O autor Paulo Freire afirmava que a educação deveria ser libertadora. Porém, para libertar é preciso que o cidadão consiga exercer o seu direito dentro do que é previsto em lei. Atualmente não é cabível afirmar que o Estado consegue garantir uma educação igualitária, os recursos ficam escassos à medida que o alunado cresce e muda. Os educadores têm uma carência no que cabe a parte de inclusão, problema esse que já os acompanha em sua graduação voltada para a teoria do que é uma sala de aula, o que ainda não é sanado quando se tem acesso à educação básica que continua com práticas teóricas e formações que geram aprendizados supérfluos. Além do mais, os alunos lidam com o capacitismo o que os coloca a margem de um contexto em que deveriam estar inseridos.

Levando em consideração esses aspectos, ainda há uma incompetência de quem inclui, o que é confundido pelo estudante como se o erro fosse dele, sem estrutura adequada é quase impossível que ele possa se tornar sujeito ativo. Assim, só se consolidará uma sociedade onde a educação possa ser de fato equitativa, quando o Estado desempenhar sua função.