Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 05/06/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista brasileiro do século XX, em sua obra literária “Teologia do traste” resgata como propósito dar valor a situações frequentementes ignoradas ou esquecidas. Logo, segundo a lógica barrosiana é preciso portanto, valorizar támbem o anacronismo das escolas brasileiras, o qual dificulta a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. À vista disso, entender como a negligência estatal pode ter como resultância o desenvolvimento de um estigma social associado a este grupo.

Sob esse viés, é lícito postular a ausência de políticas públicas como, indubitavelmente, um impulsionador deste revés. Decerto, isso ocorre pois os órgãos públicos falham em cumprir seu papel social de garantir educação de qualidade a todos, John Locke sociólogo contratualista do século XVII em sua teoria do contrato social, afirma que o Estado surge para garantir através de leis os direitos naturais dos indivíduos. Entretando se contrapondo com o ideal de Locke o governo brasileiro se mostra falho, onde apesar de garantir o direito à educação na constituição muitos estudantes com déficits não conseguem acompanhar o ensino.

Ademais, é imperioso também ressaltar o preconceito criado ao redor dessa comunidade e sua intrínseca relação com o tema. Nessa conjuntura, a falta de um acompanhamento ideal na juventude gera uma abertura para dificuldades na vida adulta e por consequência um estereótipo hediondo é criado. De maneira análoga a esta realidade George Orwell em sua ficção “Revolução dos bichos” retrata a sociedade na qual todos somos iguais, mas uns são mais iguais que os outros, saindo da produção artística este é um entráve a qual afeta os institutos de ensino, onde jovens são tratados todos de forma equivalente ainda que exista entre eles aqueles com mais necessidades.

Diante desta análise, tem-se como inquestionável a admissão de um projeto de Estado o qual vise incluir alunos com transtornos de aprendizagem. De fato, é dever do Ministério da Educação aliado com os colégios adptar o modelo de ensino atual, por intermédio da requalificação dos profressores e dos materiais didáticos com fito de assegurar o direito a educação para os brasileiros.