Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 26/07/2023

O autor Paulo Freire foi um dos pioneiros na adaptação e individualização do ensino no Brasil, o seu método - amplamente difundido no cenário acadêmico - proporcionou autonomia ao eficientemente alfabetizar adultos que jamais frequentaram uma escola até então. No entanto, com o cenário educacional atual as escolas se encontram em um limbo educacional, simplesmente por não acompanharem tamanha demanda de informações do mundo moderno. Juntamente com esse desafio, surge uma urgente necessidade de adaptar e incluir os alunos que possuem transtornos de aprendizagem, assim como suas demandas específicas, as quais merecem um olhar mais crítico, objetivando que tal camada social tão importante possa se desenvolver ao máximo.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de limitar a própria cidadania do indivíduo. Segundo a rede CNN, cerca de 10% das crianças em idade escolar têm dificuldades de aprendizagem. Acerca disso, é pertinente trazer um dos maiores desafios da adptação desses alunos ao já defasado sistema de ensino brasileiro, o diagnóstico precoce e o acompanhamento psicológico constante. Portanto, caso não sejam diagnosticados e tratados, esses transtornos podem trazer prejuízos na qualidade de vida, levando à evasão escolar, à depressão e ao desemprego. E isso é grave.

Ademais, vale salientar como a inclusão de grupos de alunos com demandas especiais é negligenciada no Brasil. Isso porque, cenários similares de adaptação do modelo de ensino foram mal sucedidos, como visto durante à pandemia com o ensino online, onde a falta de estrutura / suporte mínimo, assim como escassez de material didático apropriado, consequentemente foi observado uma baixa adesão e performance dos alunos durante esse período segundo o Ministério da Educação. Por fim, seria negligente não notar como esse tipo de tentativa de propagar uma inclusão digital ou pedagógica para grupos especiais ainda é muito frágil.

Portanto, faz-se necessário entender e debater sobre os principais desafios dessa importante problemática. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis pela educação e emancipação dos alunos com transtornos de aprendizagem, com intuito de deixá-los ambientados com os novos métodos de ensino voltados para especificidade. Isso pode ser feito pela abordagem educativa – de maneira lúdica e adaptada à faixa etária - precoce, contando com a capacitação dos professores sobre tais demandas, assim como a realização dos seus diagnósticos e acompanhamento por meio de órgãos de saúde locais, proporcionando assim uma base para traçar novas metas de coesão e inclusão nas escolas conforme preconizava o professor Paulo Freire.