Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 12/06/2023
No filme " Extraordinário", é retratada a difícil adaptação do personagem principal, na escola, por ele ser diferente dos colegas. Assim também, no Brasil hodierno, muitos estudantes, que sofrem com algum transtorno de aprendizagem são pre- judicados pela falta de uma rede de apoio, devidamente apta as nessecidades desses. Nessa perspectiva, persebe-se que o preconceito e a incapacitação do corpo docente são obstáculos para a inclusão desses alunos no ambiente escolar.
Deve-se, pontuar de início, que o preconceito do corpo social brasileiro sobre os transtornos de aprendizagem é reflexo da ignorância, o que dificulta a inclusão. Tal realidade está no cotidiano das escolas do país, nas quais o prejulgamento é camu-flado em “brincadeiras” que na verdade são insultos, os quais julgam os alunos “atrasados” por não acompanharem o ritmo dos estudantes julgados como “normais”. Segundo Paulo Freire, a inclusão ocorre convivendo com as diferenças e não com as igualdades. Por isso, caso não prevaleça o respeito com as diferenças no ambiente escolar, tanto por parte dos alunos quanto dos docentes, a escola nunca será um local de acolhimento e inclusão aos alunos com transtornos.
Além disso, outra dificuldade é a questão da falta de investimento governamental na capacitação dos docentes, para auxiliar esses a identificar os estudantes que precisam ser assistidos, devido a algum transtorno de aprendisagem. Diante desse nexo, a baixa qualificação profissional dos professores, no quesito de ajudar todos os estudantes com, por exemplo, TDAH( Transtorno do Deficit de Atenção com Hi-peratividade, dificulta a sua inclusão . Isso é reflexo do baixo investimento público nos docentes do Brasil. De acordo com a Constituição Federal, Artigo 6, todos tem direito a educação. Logo com o descaso do governo sobre os alunos com trans-tornos , os quais nao recebem o devido auxílio do corpo docente, este esta descomprindo com o seu dever constitucional de inclusão educacional.
Em suma, é importante que a sociedade e o Estado invistão no conhecimento so-bre esses transtornos para promover a inclusão como ocorreu no filme “Extraordi-
nário”. Para isso, urge que o Ministério da Educação financie políticas para a cons- trução de projetos, para capacitar os professores, à auxiliar seus alunos. Tudo isso por meio de palestras com proficionais especialistas no assunto, como piscólogos.