Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 15/06/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que acontece na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios enfretados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem são barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ideologia “Microfísica do Poder”, quanto do despreparo governamental para lidar com o quadro. Nesse viés, é crucial o debate da situação para o pleno funcionamento social.

Em uma primeira análise, é lícito apontar o que propaga a ideologia “Microfísica do Poder”. Segundo o pensador francês Michel Foucault, a sociedade é marcada por diversas relações assimétricas de poder seja em escala social ou individual. Dessa forma, os alunos com algum tipo de transtorno de apredizagem diversas vezes são excluídos dos processos educacionais, ou seja, não é levado em consideração que é necessário uma formação crítica de todos. Nesse sentido, é indispensável que atitudes efetivas sejam tomadas.

Ademais, é válido destacar o despreparo governamental para lidar com o cenário. Segundo o polonês Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada por diversas esferas de poder, todavia, não cumprem seu papel na prática. Por conseguinte, as instituições brasileiras não levam em consideração as necessidades de cada indivíduo para uma formação mais personalizada, como revela uma matéria do G1, assim, pessoas que possuem um transtorno de apredizagem permanecem com uma formação educacional mais frouxa. Logo, é necessário que esse tema seja discutido para revelar sua importância social.

Fica claro, portanto, que medidas exequíveis são necessárias. Assim, é cabível ao Tribunal de Contas da União que direcione capital, por intermédio do Legislativo, será revertido em atos políticos. Além disso, é papel do Ministério da Educação capacitar profissionais, por meio de propagandas, a importância de incluir todos na educação será evidente, logo, uma sociedade mais democrática é formada.