Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 15/06/2023

A filosofia de Tomás de Aquino defende a necessidade das pessoas serem va-lorizadas igualmente. No entanto, a realidade brasileira demonstra o contrário na questão do enfretamento pela rede escolar para se incluir estudantes com trans-tornos de aprendizagem, culminando em uma exclusão cruel de parte dos alunos. Com isso, emerge um problema sério, em virtude do silenciamento e da lacuna educacional.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de discussão acerca do problema. Nadejda Mandelstam afirma que " o silêncio é o verdadeiro crime contra a humanidade". Tal crime está instaurado na falta de diálogo entre o Governo -que é responsável pela educação pública- e a rede escolar, uma vez que faltam esclarecimentos metodológicos de como lidar com os alunos que apresentam os transtornos de aprendizagem, tais como: tempo máximo em sala de aula, atividades para diminuir as dificuldades, entre outras; isso, por sua vez, promove a exclusão desses cidadãos a um direito fundamental que é a educação de qualidade. Assim, é urgente tirar essa questão da invisibildiade.

Além disso, outro fator influenciador é a falha na base escolar. Mandela acredita que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Esta arma, porém, não tem sido utilizada para dirimir a dificuldade em que alunos acometidos de transtorno de aprendizagem enfretam para terem uma educação ideal, pois, pela falta de investimentos nas escolas, como por exemplo: faltam profissionais que diagnostiquem esses transtornos, bem como professores com qualificação específica para lidar com esses disturbios; tudo isso promove uma educação deficiente para essa parcela de indivíduos e dificulta a visão do pensador.

É imperativo, portanto, agir nesse problema. Para isso, o Governo Federal -por meio do Ministério da Educação- deve criar um programa amplo de investimentos, através da destinação de verbas aos municípios, para criação de qualificação dos professores e contratação de profissionais para ampliar o diagnóstico, a fim de reverter a lacuna educacional; bem como (por meio da mídia) deve-se promover campanhas visando à difusão e ampliação do conhecimento da população dessa temática. Assim, a igualdade defendida por Tomás de Aquino se concretizará.