Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 23/06/2023

Durante grande período da história brasileira, apenas a elite detinha o acesso à educação no país. Hodiernamente, entretanto, com as garantias constitucionais alcançadas ao longo dos anos, todos possuem o direito educacional de qualidade. Na prática, por sua vez, inúmeras barreiras impedem que tal benefício seja acessa- do, sobretudo para os que possuem transtornos de aprendizagem. Nesse sentido, destaca-se a negligência governamental e a fragilidade educacional brasileira como acentuadores dessa problemática no país.

Em primeira análise, pontua-se, a inoperância estatal em propiciar a inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem no contexto das escolas brasileiras. Sob essa ótica, elucida-se a teoria do filósofo contratualista Thomas Hobbes, a qual evidência o Estado como promovedor das garantias necessárias para os indivíduos vivendo em sociedade. Ao trazer para a realidade da educação inclusiva no país, vê-se uma quebra desse contrato social, uma vez que o modelo de educação vigente não abrange a totalidade dos estudantes e, assim, os que não conseguem acompanhar esse ensino são deixados à deriva e não alcançam educação direcionada as suas limitações.

Outrossim, destaca-se a fragilidade do sistema educacional brasileiro em incluir os alunos com transtornos de aprendizagem na rotina escolar. Isso se deve a per-

manência de um modelo curricular arcaico, implemento do período da Era Vargas. Esse sistema não garante a abrangência necessária para lidar com as diferenças individuais, visto que trata os estudantes de forma ampla e não particular. Desse modo, observa-se um padrão de exclusão nas escolas brasileiras enraizado por formas educacionais engessadas e não inclusivas.

Descarte, urge que medidas sejam tomadas para mitigar tal realidade. Para isso, faz necessário que o Ministério da Educação em sinergia com o Poder Legislativo inclua novas diretrizes curriculares para inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Essas medidas deverão ocorrer por meio da mudança de currículos escolares visando o dinamismo do ensino. Ainda, espera-se a criação de cursos profissionalizantes para os professores atuarem com esses alunos. Sobre assim, poder-se-á mudar a realidade educacional brasileira exclusiva.