Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 29/06/2023
O filme “Como estrelas na terra, toda criança é especial " retrata um garoto que sofre de dislexia, seus pais e professores não entendem o seu comportamento, e confudem o seu transtorno com a falta de disciplina. No cenário hodierno, esse processo é semelhante aos de muitas crianças e jovens que sofrem algum tipo de deficiência na aprendizagem no Brasil. Assim, é válido analisar como a falta de informação e a negligência estatal contribuem para exclusão dos alunos.
Diante desse cenário, é evidente que a carência de informações sobre essa problemática, formente a exclusão destes estudantes. Sob essa perspectiva, o Instituto ABCD, organização sem fins lucrativos, afirma que cerca de 4% da população brasileira seja dislexa. Deste modo, é essencial que as escolas apresentem infraestrutura adequada e professores capacitados para o recebimento destes alunos, os docentes tem um papel fundamental nesse processo, já que são os principais responsáveis pelo acompanhamento dos jovens na vida escolar, e precisam saber reconhecer e lidar com essas dificuldades. Dessa forma, o Brasil não pode ser considerado um país desenvolvido se os jovens com déficit de apredizegem ainda são excluídos no processo educacional.
Ademais, é notório que a negligência estatal contribui para a permanência dessa exclusão. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstein, jornalista e sociólogo brasileiro, afirma em sua obta " Cidadão de Papel” que os direitos previstos na Constituição Federal de 1988 não são garantidos a todos os brasileiros na prática. Nesse viés, o direito à educação concebido a todos os estudantes do país, não é correspondido na realidade, visto que os alunos deficitários, muitas das vezes, não recebem o apoio necessário para a efetivação do ensino. Dessa maneira, é imprescindível que esse quadro seja revertido.
Portanto, é essencial que os alunos com transtornos de aprendizagem sejam incluídos nas escolas brasileiras. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão público responsável pelas políticas de educação do país - em conjunto com a mídia brasileira informar a população sobre os tipos de transtorno e investir na capacitação dos professores, por meio de propagandas e verbas, com o objetivo de tornar a educação mais igualitária e incluir os alunos deficitários nas escolas.