Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 25/07/2023

No filme “Extraodinário”, o personargem Auggie nasceu com deformação facial, somente após seus 10 anos consegue frequentar a escola, o qual precisa se esfor-çar para conseguir se encaixar em sua nova realidade. Observa-se então que, por mais acessível que as instituições escolares tenham se tornado, ainda apresenta desafios para inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, isso acontece devido ao descaso governamental e a banalização do tema. Esses exemplos pro-movem uma estigma ao assunto, fatos que culminam em preocupantes mazelas.

É válido destacar que, a negligência pública representa um grande obstáculo para a padronização na educação. Nesse contexto, de acordo com Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que indíviduos com dificuldade de apren-dizagem carece dos direitos básicos e isso vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que, não há uma devida capaci-tação de tutores para trabalhar com a neurodiversidade, consequentemente, alu-nos sofrem sem uma rede de apoio adequada nas instituições.

Além disso, conforme o conceito de “Banalidade do mal”, da filósofa Hannah Aren-dt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a normalização de conceitos rígidos que se aplicam a todos os alunos, visto que utilizam os mesmos metódos. Assim, perce-be-se que a população trivializou as diferentes dificuldades no desenvolvimento cognitivo. Como consequência, um ambiente que deveria ensinar sobre diversida-de, passa a desespeitar tal conceito.

Portanto, cabe ao governo destinar parte do PIB para áreas que lidam com a inte-gração escolar. Essa ação irá ocorrer por meio tanto de verbas utilizadas para divul-gação de campanhas informativas e lúdicas sobre a problematização de um ensino padronizado, quanto para financiar a capacitação de tutores para se atentar as di-ferentes complexibilidades de absorção em uma sala de aula. Isso então, tem a fi-nalidade de remediar os desafios de inclusão de alunos, ao ponto que irá gerar cla-reza sobre o problema, impedindo que “Auggies” precise se esforçar e encaixar-se.