Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 28/07/2023

Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de incentivos governamentais na capacitação dos profissionais de educação, quanto da ausência de conhecimento sobre os transtornos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Inicialmente, é fulcral pontuar que a falta de inclusão desses estudantes deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os professores não têm a especialização necessária para lidar com esse tipo de estudante, pois apesar da ‘Lei 14.254/11/2021 indicar a necessidade do atendimento especializado aos estudantes necessitados, não há, por parte do MEC, programas destinados à capacitação dos educadores.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de conhecimento a respeito dos transtornos como promotor do problema. De acordo com o Instituto ABCD, os transtornos de aprendizagem ainda são pouco conhecidos e o diagnóstico precoce é um dos principais desafios. Partindo desse pressuposto, é notório que a sociedade não tem conhecimento a respeito da dislexia, do tdah e da disortografia, transtornos comuns na sociedade. Tudo isso retarda a resolução do problema, já que a falta de conhecimento contribuiu para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, é necessário que o Governo Federal, através do MEC, direcione capital, que por meio das Secretarias de Educação estaduais, será revertido em cursos de capacitação e campanhas para propagação das nuances que envolvem os transtornos. Desse modo, o impacto nocivo do desconhecimento será atenuado, e a coletividade alcançara a Utopia de More.