Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 01/08/2023

No livro “Pedagogia do Oprimido”, o escritor Paulo Freire afirma que a educação deve democratizar o conhecimento de maneira eficaz para todos. No entanto, o despreparo das escolas no processo educativo dos indivíduos com deficiência cognitiva, exemplificativamente, dislexia, é alarmante. Visto que a educação é um agente que contribui na construção da cidadania, é fundamental que o impasse seja solucionado. Todavia, a escassez dos recursos e a falta de profissionais especializados são impasses nesse processo.

Primeiramente, em consonância com uma matéria publicada no site Central Única dos Trabalhadores, cerca de 63% das escolas não possui biblioteca. Certamente, a ausência desse recurso dificulta consideravelmente o processo de aprendizagem dos alunos que possuem algum déficit cognitivo, como a disortografia, pois a leitura auxilia na expansão do léxico. Assim, o presente infortúnio, é também, uma questão que viola os princípios constitucionais, porque inviabiliza o acesso integral ao direito à educação.

Em segunda análise, embora a Universidade College London afirme que 10% das crianças apresentam transtornos de aprendizagem, os centros educacionais não têm profissionais especializados, por exemplo, psicopedagogo, para atender esses estudantes. Decerto, esse problema dificulta o desenvolvimento de potencialidades, como, a escrita, que auxiliam o cotidiano desses sujeitos. Assim, fica exposta a disparidade dentro do sistema educacional brasileiro.

Logo, urge resolver os impasses para promover uma educação inclusiva. Dessa forma, cabe ao Governo Federal ampliar o ensino para pessoas com transtornos cognitivos. A realização desse ato é viável, por meio do investimento na infraestrutura dos centros educacionais. É necessário construir bibliotecas e laboratórios, bem como disponibilizar material didático. Além disso, torna-se indispensável contratar psicopedagogos, porque esses profissionais auxiliarão na formação desses indivíduos. Adotar tais medidas possibilitará que os estudantes exerçam a autonomia racional com o intuito de promover a melhoria social, conforme proposto pelo filósofo Immanuel Kant.