Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 12/08/2023

É constado na Carta dos Direitos Humanos que todos devem ter direito à educação. O Brasil, apesar de ter assinado documento, ainda enfrenta um gigantesco défice quanto à superação dos desafios enfrentados pela escolas para inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem. Tão questão deriva tanto do estigma social sobre alterações mentais de qualquer natureza, quanto da relativa pouca idade da ciência que estuda estes.

Nessa linha de raciocínio, para entender a manutenção do preconceito social contra pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos, pode-se citar o episódio de Barbacena, que aconteceu já em 1930 e durou mais de quarenta anos. Conhecido como o Holocausto Brasileiro, envolveu a internação de diversos indivíduos, a tortura destes e mesmo a morte de alguns. Sendo assim, é possível pontuar que, socialmente, a nação tupiniquim tem o costume de normalizar a exclusão de pessoas com alterações psicológicas, as tirando mesmo o direito mais básico que é o da liberdade. De forma a dificultar incessantemente a inclusão educacional de crianças com condições semelhantes.

Somado a isso, considerando que a ciência da psicologia nasceu em meados do séc. XIX, por ainda não ser paupável à consciência imagética da sociedade, o conceito popularmente aceito sobre estudantes com condições como discalculia, dispraxia, dislexia e semelhantes é de que todos são nada mais que “falta de esforço”. Isso porque, diferente de uma deficiência física, como a imcapacidade de andar, os transtornos de aprendizagem não são visuais e ainda é difícil para boa parte da pátria verde-amarela compreender que estes são da mesma forma, limitações.

Dito isso, na intenção de intervir no problema de forma a ofertar de maneira mais efetiva os direitos garantidos na carta, as grandes mídias organizarão projetos de apresentação da realidade em questão, usando de filmes e mesmo produzindo conteúdos com nomes influentes na causa. Além disso, as escolas receberão um aumento no apoio do Ministério da Educação com recursos financeiros e a contratação de profissionais especializados para facilitar o entendimento da condição de seus alunos. Assim, amenizando a problemática.