Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 13/08/2023
“A fuga é o instrumento mais seguro para se cair prisioneiro daquilo que se deseja evitar”. A frase do psicanalista Sigmund Freud, pode ser análoga às diversas problemáticas presentes e persistentes na sociedade canarinha. Um desses óbices é a falta de inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas brasileiras. Este fator ocorre tanto devido ao pensamento segregador que esteve presente no holocausto brasileiro e ainda permanece neste âmbito, quanto pela desvalorização das profissões relacionadas à psicologia.
Em primeiro plano, é importante citar que por volta dos séculos XIX e XX, na cidade de Barbacena (Minas Gerais), pessoas com qualquer tipo de transtorno mental eram desvalorizadas e maltratadas nos hospitais psiquiátricos da região. Esta chacina matou milhares de pessoas, e o estereótipo das condições psíquicas aumentou desde então; tendo em vista que uma das consequências pode ser hodiernamente percebida uma vez que, crianças e jovens com dislexia, discalculia ou transtorno de ansiedade, por exemplo, enfrentam dificuldades de aprendizado nas escolas onde estudam.
Paralelamente a isto, é indispensável colocar em pauta a discussão sobre a desafeição com os profissionais atuantes na área terapêutica. Uma pesquisa feita pela Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência apontou que nos anos de 2014 e 2015, entre os 7.000 desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional, 704 casos eram de pessoas graduadas nas áreas conectadas à psicologia. Esta pesquisa confirma a desvalorização destas profissões, já que diversas instituições da educação precisam do trabalho qualificado de especialistas, que poderiam estar fornecendo atendimento aos alunos.
Logo, medidas operantes devem ser tomadas a fim de acabar com as dificuldades enfrentadas pelas escolas da pátria tupiniquim, com relação aos alunos que possuem algum tipo de transtorno de aprendizagem. Para que isso ocorra, é dever do Ministério da Educação, juntamente ao poder Legislativo, tornar obrigatória a presença de acompanhantes terapêuticos especializados em tratamentos de jovens com dificuldade no aprendizado, para que possam auxiliar os desfavorecidos e fazer com que este, não seja mais um problema no Brasil.