Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 29/08/2023

De acordo com Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, o contexto do Brasil no sécula XXI o contraria, uma vez que os desafios a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas é uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Tal problemática está relacionada com a superlotação das salas, bem como à falta de política públicas.

Deve-se destacar que a lotação dos espaços destinados ao ensino é um dos desafios à resolução do problema. Isso acontece porque, conforme defende a médica Maria Montessori, a verdadeira educação é aquela que vai até a criança para que esta seja liberta, ou seja, nos primeiros anos da escola fundamental, é necessário que o número de indivíduos por professor à cada sala de aula seja igual ou inferior a 25, o qual é recomendado pelo Ministério da Educação (MEC), para que o ensino seja eficaz ao aluno. Entretando, na realidade, as salas superlotadas faz com que o docente não perceba quais crianças apresentam déficit cognitivo em aprender, sendo confundido com uma dificuldade normal. Dessa forma, provoca o diagnóstico tardio e defasagem no saber.

Ademais, é válido ressaltar que a falta de políticas públicas potencializa o problema. Isso ocorre porque, na construção da rede de ensino, o governo direciona poucos investimentos para a educação, o que provoca a excassez de recusos, que ampara os discentes com indícios de problemas cognitivos. Contudo, isso é evidenciado no filme indiano, Como Estrelas na Terra, em que o personagem principal tem dislexia, uma dificuldade em ler e ecrever, e por falta de psicopedagogos e de auxiliares durante suas aulas, há uma série de reprovações nas matérias e, consequentemente a evasão escolar.

Infere-se, portanto, a urgência de findar a problemática notória no Brasil. Cabe, então, ao MEC, responsável por traçar melhorias ao ensino, em parceria com a Sectetaria de Educação, aumentar o número de salas de aula e incluir metodologias extras e específicas à grade curricular para os alunos com transtorno de aprendizagem. Essa ação irá ocorrer por meio de psiquiatras, psicopedagogos e auxiliares para cada indivíduo necessitado, a fim de fornecer a educação para todos. Assim, fará jus ao princípio de Aristóteles.