Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 10/09/2023

Segundo o psicólogo suíço Piaget, " O aprendizado depende do nível de desenvolvimento do indivíduo. Ele não pode aprender o que suas estruturas cognitivas ainda não podem absorver." Entretanto, percebe-se que tal frase não se aplica às crianças que possuem transtornos de aprendizagem, pois elas sentem mais dificuldade para aprender em relação aos indivíduos normais. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice apresentado, que são o despreparo das escolas e a exclusão dessas pessoas no ambiente escolar.

Nesse viés, primeiramente, é valido abordar que a falta de preparo das escolas para com as pessoas que apresentam transtornos de aprendizagem é, na verdade, negligência do Estado, que, por meio do Ministério da Educação, deve preparar os profissionais para educar os jovens do país. Nesse âmbito, pode-se citar o pensamento sociológico da antropóloga Lilia Schwarcz, que, basicamente, diz que, no Brasil, existe uma política de eufemismos, ou seja, determinados problemas são suavizados e não recebem a devida visibilidade que merecem. Dito isso, vê-se que o Poder Público precisa dar mais atenção às escolas e aos alunos.

Por conseguinte, cabe analisar que a exclusão das pessoas que possuem transtornos de aprendizagem pode atrapalhar os estudos, sendo esse mais um desafio para as instituições escolares. Nessa conjuntura, a Declaração de Salamanca surge em 1994 e afirma que o sistema educacional tende a excluir os alunos considerados diferentes, privilegiando assim aqueles considerados “normais.” Tal documento, aderido pelo Brasil, evidencia que a inclusão é o meio mais eficaz para combater a discriminação e construir uma sociedade inclusiva e com uma educação de valor para todos, sem distinção.

Portanto, é de suma importância que o Ministério da Educação, como instituição de alta relevância para o país, prepare as escolas para receber alunos com transtornos de aprendizagem. Isso deve ser feito por meio de formações com professores qualificados, projetos e reuniões com os pais, para que todos estejam envolvidos na inclusão desses indivíduos no ambiente escolar e também na sociedade.