Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 04/10/2023
Na Constituição Federal, de 1988, é garantido educação de qualidade para todos. Analogamente, na realidade brasileira caracteriza-se pela inobservância de problemas relacionados à inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nesse ínterim, percebe-se um problema com contornos específicos, em virtude do sistema de ensino engessado e da falta de professores capacitados.
Diante desse cenário, o sistema de educacional uniformiza os estudantes, não considerando as individualidades e particularidades. Nessa lógica, as escolas brasileiras foram criadas baseadas no sistema positivista do sociólogo Augusto Comte, o qual preza pela ordem e o progresso. Tal estrutura é perceptível na estrutura das cadeiras, na ordem e no silêncio mantido nas salas. No entanto, tal método não se mostra eficiente para todos os tipos de cérebro. Desse modo, se faz necessário alterar a dinâmica escolar, de modo a tornar todos os alunos capazes de aprender no ambiente escolar.
Ademais, alunos com transtornos de aprendizagem, como dislexia e autismo, necessitam de profissionais especializados. Nesse sentido, o portal de notícias G1, da Globo, em 2019 elucidou o grande desafio de formação de professores capacitados à educação inclusiva no Brasil. Tal situação, de carência profissional ocasiona prejuízos aos alunos, que possuem formas de absorver o conteúdo diferente dos neurotípicos. Com isso, ao terem que se adequar a um sistema inadequado, os neurodivergente podem ter consequências para sua vida adulta, como a descrença em sua própria capacidade, devido as complicações de aprendizado. Assim, medidas em prol da qualificação dos professores são essências para o ensino desse estudantes.
Em suma, há desafios a cerca dessa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educaçao(MEC) - órgão responsável pelas políticas públicas na educação - capacitar os professores para lidarem com alunos com transtornos, por meio de 5% da verba destinada a pasta, a fim de que os professores consigam transmitir o conhecimento para esses alunos. Além disso, o MEC deve permitir que os professores alteram as dinâmicas da aula em prol da aprendizagem de todos. Diante disso, a Carta Magma terá o direito educacional aplicado na prática.