Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 11/10/2023
A Constituição Federal, promulgada em 1988, afirma que é direito de todos o acesso à educação. Entretanto, o cenário visto pela dificuldade das escolas em garantir a inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem mostra que isso não ocorre na prática, devido não só à negligência governamental, mas também à falta de empatia da sociedade.
Diante desse cenário, é evidente que o descaso governamental caracteriza-se como um obstáculo para resolução do impasse. Segundo Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadãos de Papel”, a legislação brasileira, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza. Nesse sentido, nota-se que a visão do autor aplica-se à sociedade hodierna, uma vez que o Estado, mesmo sendo o responsável por garantir o acesso à educação, não cumpre seu papel, haja vista que não investe na capacitação de profissionais e na acessibilidade das salas de aula para receber alunos com dificuldades no aprendizado. Desse modo, é inadmissível a perpetuação de tal postura negligente, pois colabora para exclusão de alunos portadores de transtornos de aprendizagem.
Outrossim, pode-se ressaltar a falta de empatia como um agente fomentador do problema. No conto machadiano “A causa secreta”, é feita uma abordagem sobre como a falta de empatia prejudica as relações interpessoais e, em especial, a atuação adequada contra os empecilhos da sociedade. Nesse viés, a ausência desse caráter impede que o corpo social reconheça a inclusão de pessoas com déficit de aprendizagem como algo urgente e necessário, dificultando o acesso dessas pessoas à comunidade escolar. Logo, é inaceitável a manutenção dessa postura apática do corpo social.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova a qualificação de profissionais escolares para receber alunos com deficiência intelectual, e a criação de campanhas para informar a população acerca da importância da inclusão social. Isso deve ocorrer por meio de palestras educacionais e propagandas no meio midiático, como Jornal Nacional e Instagram. Tais medidas têm a finalidade de promover a inclusão e assegurar os direitos previstos na Constituição Federal.