Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 31/10/2023
" O cidadão de papel " trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é notada na falta de inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, que muitas vezes sofrem mazelas que são evitáveis. Nesse contexto, vale discutir sobre a falta de investimentos públicos, bem como as formas avaliativas educacionais.
Nesse cenário, de início, é importante avaliar que a falta de recursos para as escolas é uma impasse. De acordo com a Secrataria Municipal de Educação de Cuiabá, em 2022, ocorreu um encontro de formação continuada para os profissionais de educação se capacitarem no tratamento de pessoas com dificuldades educacionais. Todavia, nem todas os municípios recebem investimentos para ações do tipo, prejudicando o reconhecimento e o cuidado desses estudantes com transtornos. Assim, esses indivíduos continuam com problemas durante a vida, que poderiam ser mitigados com políticas públicas no período escolar.
Além disso, as estruturas de avaliação podem ser aprimoradas, sobretudo para esse segmento de alunos, diminuindo sua marginalização acadêmica. Segundo Paulo Freire, a educação precisa ser emancipadora do indivíduo. Porém, a metodologia de provas como medidor de proficiência para esse grupo de educandos é maléfica, pois desestimula o aprendizado, dado a dificuldade inerente de compreensão do conteúdo ministrado. Dessa forma, é conveniente a criação de novas formas educacionais positivas a tais grupos.
Por fim, o Estado deve criar mecanismos para minimizar esse dilema. Diante disso, o governo federal, porque está responsável por políticas públicas federais, necessita, por meio de alocação de recursos da União, criar cursos de capaciitação nas escolas, objetivando melhorar o ensino para a comunidade discente com questões de aprendizagem. Ademais, o Ministério da Educação precisa reformular o tipo de metrificação dessa comunidade acadêmica. Só assim, será amplificada a inclusão pedagógica, evitando à crítica de Dimenstein.